20 de jul de 2016

Minha história com a religião.

Essa é mais uma crônica que aconteceu realmente comigo. Hoje irei falar um pouquinho sobre a minha história com a religião, e porque hoje em dia decidi não seguir nenhuma e o porque mudei os meus conceitos sobre tudo isso. Lembrando que esse post não tem intuito nenhum de criticar religião e no que você, leitor, acredita e crê, antes de mais nada é somente a minha opinião.

Minha família sempre foi bastante religiosa, porém nunca foi conservadora ao ponto de me obrigar a ir para a igreja. Uma grande parte dela é católica e alguns evangélicos. 
Quando era pequena, por volta de uns 7 ou 8 anos ia para a missa com a minha mãe na igreja católica pertinho da minha casa, eu gostava de ir, cantar e acompanhar ela mas nunca entendia muito bem do que se falava, lembro que tinha a parte de se tomar a Eucaristia, e sempre tive vontade quando mais nova de tomar também, mas nunca pude porque não sou batizada na igreja católica. O tempo foi passando e eu já não tinha mais interesse em acompanhar minha mãe as missas de domingo, minha vó paterna sempre foi muito religiosa e sempre cobrou da família que se apegassem no Catolicismo. Tempos passados e eu já crescida, já tinha conhecido o meu namorado (noivo atualmente), não me recordo muito bem mas quando tinhamos entre 15 e 16 anos resolvemos frequentar uma igreja evangélica onde eu tive o meu primeiro contato verdadeiro com algo forte. Nessa igreja eu ia todo os domingos no culto, acompanhada do meu namorado, prima e minha irmã, eu estava certa de que eu queria seguir aquela religião e fazer tudo certo, como pregavam ali naquele lugar. Fora essa igreja tive a oportunidade de ir em várias, inclusive fui na igreja onde a família do meu namorado frequenta, pois assim como minha família, a dele também é religiosa. A cada dia eu tinha certeza que estava seguindo tudo certinho, eu orava todas as noites e acabava decorando a oração, ás vezes chorava nos cultos, lia a bíblia e aceitei por mim mesma que sexo somente após o casamento, sem pecados carnais, essas e outras coisas me deixava aflita, não pelo fato do ato sexual, mas pelo fato do pecado em si. Comecei a analisar direito tudo isso, e comecei a me afastar, vi que algumas pessoas que frequentava aquela igreja não praticava o que orava e pregava, assim como alguns conhecidos e pessoas da minha família faziam a mesma coisa. Iam no culto mais saindo da igreja nada mudava. Desde então parei de ir em culto, mas sempre orava a noite. Comecei a pensar que mais um pouco frequentando iria ficar confusa e ia acabar mal com tudo isso. Havia pessoas que me falavam que eu iria pro inferno se eu não seguisse algo, se eu fizesse tatuagem ou sexo antes do casamento. Comecei a analisar como existem pessoas fanáticas ao ponto de te convencer que você deve fazer tudo corretamente como está escrito no livro da vida mas elas mesmo não fazem 1 parágrafo do que está escrito nele. 
Em 2015 entrei na faculdade e comecei a cursar fotografia, onde tive aula de história, conheci um professor super inteligente que sempre falava de sociologia, religião e filosofia em sala de aula, refleti algumas coisas sobre o que ele dizia, e comecei a pensar em questões filosóficas e cientificas a questão da religião, sobre a existência de Deus e as histórias biblícas. Realmente é muito difícil eu falar disso pessoalmente porque sempre têm aquela pessoa que vai te criticar quando você fala sobre questões religiosas.Acho que ser bom só por medo das punições não é uma virtude, é medo. Hoje com 19 anos, me considero sem religião, não porque sou anormal ou aberração como muitos religiosos acham, mas decidi que eu sou livre pra fazer minhas próprias escolhas, encontrar a minha própria verdade ou tentar entender os mistérios da vida e todo o universo. Eu acredito e ao mesmo tempo tenho minhas dúvidas sobre a verdadeira existência de Deus, pois têm coisas na vida que acontecem que acabam me gerando mais dúvidas ainda e isso não irei achar em religião nenhuma. Tenho opiniões próprias, dúvidas imensas e tento fazer minha própria ideologia. Acredito que exista o bem e o mal sim, mas são coisas que vai além de pessoas de carne até coisas sobrenaturais, pelas quais não podemos ver mas sentir. 
Eu acredito que a minha religião é o amor, é a paz e compaixão pelo próximo, pois a mesma religião que possa educar alguns é a mesma que separa e inicia guerras e gera mortes, uma verdadeira carnificina, onde milhares são mortos em nome de seu deus ou porque o deus deles é diferente dos outros. Atualmente, faço parte da grande parte da população que prefere acreditar ou tentar acreditar na busca da verdade, teorias, estudos sobre a criação da vida. Não sou ateia pois um ateu não acredita em Deus e em seres superiores, me considero agnóstica teista, acreditamos na existência de pelo menos uma divindade, definimos o que muitos pensam mas não conseguem definir. 
Pode ser bobagem para muitos, mas depois de ter várias experiências religiosas, no final das contas me questionei sobre tudo isso. Seguir regras, fazer tudo certo dentro das leis de Deus, as escolhas da minha vida são minhas, somente minhas ou devem ser seguidas por regras ? 
Assim como deixei meu grande relato sobre a religião aqui nesse post, gostaria primeiramente de dizem que todos nós merecemos respeito e aceitamento de nossas opiniões e ideologias. Acredito que nosso papel na Terra não é a toa, cada um segue o que lhe faz bem respeitando uns aos outros. 



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