17 de jan de 2015

Sobre paixões de ônibus.

Pegar um ônibus numa tarde fria em meio ao centro de São Paulo em horário de expediente é meio que uma dificuldade. Eu tenho uma séria mania de não reparar nas pessoas ao meu redor quando estou dentro do ônibus, ainda mais quando eu consigo um lugar para sentar, é até perigoso ser distraída dentro de um ônibus em plena São Paulo. Mas engraçado que nesse dia, eu me sentei no lado da janela, e o assento do meu lado estava vazio, entrou um carinha no ônibus, com um estilo super bonito, cabelo castanho claro e com uma toca da "Obey" o que eu acho que fica muito bonito em meninos. 
Engraçado porque é estranho você ver um cara bem arrumado e bonito pegando ônibus, porque geralmente eles pegam táxi ou pegam carona no carro da mãe, mas ok. Peguei o meu celular para ver a hora, era exatamente 16h44, nessa exato momento ele já tinha passado pela catraca e procurava um lugar vazio para sentar, ele podia ter sentado em um banco um pouco á frente do meu, mas acho que me viu e decidiu sentar do meu lado. 

É nessas hora que a gente se preocupa se o cabelo ta bagunçado, se o desodorante venceu, se dá pra sentir o perfume que passei as 14h da tarde, se a maquiagem derreteu, enfim, essas coisas do tipo. Fico com receio dessas coisas e um pouco sem jeito, decidi não olhar muito para o lado, e fiquei olhando para a janela, ou melhor, pensando em mil e umas coisas. Reparei que ele estava mexendo no Iphone e vendo os feeds de notícias no face, legal, ele tem perfil no face, próximo passo: procurar o nome dele para eu ver se acho quando chegar em casa.
Sem sucesso, não consegui descobrir o nome inteiro do garoto, só vi o primeiro nome "Pedro" pois ficaria evidente se eu olhasse diretamente pro celular dele e terminasse de ler o sobrenome. Dentre tantos Pedro que há nesse mundo seria impossível de descobrir só de digitar no facebook.

Depois de quase meia hora do meu lado, ele já ia descer no ponto. Então se retirou do assento, me deu a última olhada fatal e um sorriso de lado, e desceu. 
É sempre assim, essa foi a quinta vez que tenho essas paquerinhas passageiras de ônibus/metrô, que criam expectativas, e no final essa expectativa desce no próximo ponto. E talvez isso aconteça para que a gente curta o momento e tente dar aquela vasculhada no face atrás do carinha gatinho do ônibus que na maioria das vezes a gente nunca mais vê.






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